AS RELAÇÕES ENTRE SESI E CSIT NO CAMPO ESPORTIVO: 1996-2011

  • Ricardo João Sonoda-Nunes Universidade Federal do Paraná
  • Fernando Dandoro Castilho Ferreira Universidade Federal do Paraná
  • Wanderley Marchi Júnior Universidade Federal do Paraná
Publicado
2014-07-01

Resumen (es)

Esse trabalho refere-se aos estudos da tese de doutorado defendida pelo autor ao final de 2012. A problematização da pesquisa construiu-se a partir da verificação da lógica do esporte moderno (presente no esporte profissional e com ênfase em estratégias de comercialização e espetacularização), no esporte amador, a partir das relações entre o Serviço Social da Indústria (SESI) e a Confédération Sportive Internationale du Travail (CSIT) no período de 1996 a 2011. Como hipótese, acreditou-se que tais relações orientaram-se por essa lógica, fortalecida com a entrada do SESI no campo, de forma que com o passar dos anos o habitus incorporado em seus agentes passou a ser predominante, alterou a lógica de funcionamento do campo e motivou as outras instituições filiadas à CSIT a aderirem ao modelo ou afastarem-se da gestão. Nesse processo, SESI e CSIT distanciaram-se dos seus conceitos vigentes relacionados às características do esporte amador e estruturados pelo "Sport for All" e passaram a reproduzir estratégias de mercantilização e espetacularização do esporte profissional. O objetivo geral da pesquisa foi analisar como a relação entre o SESI e a CSIT foi orientada por essa lógica do esporte moderno. Como referencial teórico metodológico, utilizamos a Sociologia Reflexiva de Pierre Bourdieu com uma aproximação à Sociologia Compreensiva de Max Weber. Concluímos que as relações entre o SESI e a CSIT, entre 1996 e 2011, orientaram-se pela lógica do esporte moderno, pautada pelo modelo associativo olímpico e contemplando a reprodução das estratégias de espetacularização do esporte profissional,  incidindo, dessa forma, no distanciamento dos seus conceitos vigentes, relacionados às características do esporte amador e estruturados pelo "Sport for All". Contudo, dada a presença de outras Uniões no subcampo do esporte para trabalhadores e o próprio vínculo do SESI com o campo industrial, concluímos que os conceitos vigentes também se mantém presentes, mesmo que distanciados.

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Ricardo João Sonoda-Nunes, Universidade Federal do Paraná
Doutor em Sociologia e Mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), docente do curso de graduação em Gestão Desportiva e do Lazer da UFPR, membro do Centro de Pesquisa em Esporte, Lazer e Sociedade (CEPELS/DEF), Secretário Geral da Asociación Latinoamericana de Gerencia Deportiva (ALGEDE) e Diretor de Marketing da Asociación Latinoamericana de Estudios Socioculturales del Deporte (ALESDE). Correo electrónico: ricardo.sonoda@ufpr.br
Fernando Dandoro Castilho Ferreira, Universidade Federal do Paraná

Aluno do Programa de Doutorado em Sociologia e Mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), docente do curso de graduação em Gestão Desportiva e do Lazer da UFPR, membro do Centro de Pesquisa em Esporte, Lazer e Sociedade (CEPELS/DEF) e da Asociación Latinoamericana de Estudios Socioculturales del Deporte (ALESDE). Correo electrónico: fernando_dcf@yahoo.com.br

Wanderley Marchi Júnior, Universidade Federal do Paraná

Doutor em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), docente do curso de graduação em Educação Física e dos Programas de Mestrado e Doutorado do Departamento de Educação Física (DEF) e Ciências Sociais (DECISO) da , Coordenador do Centro de Pesquisa em Esporte, Lazer e Sociedade (CEPELS/DEF), vice-presidente da Asociación Latinoamericana de Estudios Socioculturales del Deporte (ALESDE) e Bolsista de Produtividade em Pesquisa/CNPq. Correo electrónico: marchijr@ufpr.br

Sonoda-Nunes, R. J., Castilho Ferreira, F. D., & Marchi Júnior, W. (2014). AS RELAÇÕES ENTRE SESI E CSIT NO CAMPO ESPORTIVO: 1996-2011. Lúdica Pedagógica, 2(20). https://doi.org/10.17227/01214128.20ludica67.78